Lumière · scène

Arts

Antes dos produtos, havia o palco. Desenho luz e dirijo espetáculos — o mesmo ofício de moldar como as pessoas se sentem num ambiente que hoje levo para o produto.

Iluminação & cenotécnica

Le Spectacle des Lumières — the crowd before buildings washed in violet light, spotlights flaring
Le Spectacle des Lumières — Compiègne, 2015. Photos: Ivan D'halluin.
2015Compiègne, France«Assos d'or»Fundador & diretor

Le Spectacle des Lumières

« L'histoire de l'impossible. »

Fundei, liderei e dirigi o primeiro Spectacle des Lumières — um son-et-lumière feito por estudantes que transformou o campus e a cidade de Compiègne em um teatro imersivo de luz projetada, som e cenografia para uma plateia ao vivo de milhares de pessoas. Começou como uma ideia que quase todos diziam ser impossível: montei a equipe, levantei os recursos, concebi o espetáculo e o coloquei no palco.

O que começou como uma única noite impossível virou uma tradição que perdura em Compiègne até hoje, e rendeu o prêmio «Assos d'or» da Prefeitura de Compiègne por sua contribuição cultural. Eu concluía minha graduação em engenharia na UTC no mesmo ano.

O espetáculo

Building facade lit hot magenta with spotlight flares under a night skyA glass stairwell tower glowing warm white against the nightA large seated crowd at dusk before a distant lit stageTwo towers framing a deep-blue twilight, a small stage glowing belowA courtyard bathed in red and violet light with a projected monumentSilhouetted spectators watching buildings washed in violet light, spotlights flaring

No registro oficial

Memória & luz

2016Compiègne, FrancePrésident · Société du SpectacleLumière & vidéo

Un siècle de Mémoire à Royallieu

1913 – 2016

Um ano após o primeiro Spectacle des Lumières, a associação estudantil que eu liderava — a Société du Spectacle — foi convidada a criar o son-et-lumière da Noite Europeia dos Museus no Mémorial de l'Internement et de la Déportation, o antigo campo de Royallieu em Compiègne — um dos maiores campos de trânsito de deportação da França em guerra, de onde dezenas de milhares foram deportados. Encenamos no Jardin de la Mémoire, em parceria com o Mémorial e a Fédération Nationale des Déportés et Internés, Résistants et Patriotes.

« Un siècle de Mémoire à Royallieu » acompanha um homem sem nome ao longo de cem anos daquele terreno — o quartel construído em 1913, o hospital militar da Grande Guerra, o internamento e a Resistência sob a Ocupação, a Libertação e, enfim, o dever de memória. Cinco atos, projetados em luz e som sobre os muros do memorial, na noite de 21 de maio de 2016.

« Souviens-toi de mon histoire, de celle de tant d'autres encore, et rappelle-t-en pour bâtir l'avenir. »

Lembra-te da minha história, e da de tantos outros — e guarda-a para construir o futuro.

Como presidente da associação, liderei o projeto e concebi sua luz e vídeo — o projection mapping, a composição em chroma-key e a iluminação conduzida cena a cena que levava a plateia por cada ato. É o tema mais grave que já coloquei em um palco, e o que mais me ensinou sobre contenção: quando a história pesa tanto, a luz precisa servir à memória, não ao espetáculo.

O espetáculo

The memorial barracks at night, lit in deep blue with a single gold-lit treeProjection mapped onto a Royallieu barrack facade in green lightThe audience in silhouette watching the son-et-lumière at nightfallThe barrack facade under projected light, a lit hall glowing behindAt the light-and-video console during setup, running the show's cuesThe barrack facade washed in projected light, a lone silhouette at its baseThe Société du Spectacle team beside the rig and a projection panel at the memorial

« Un siècle de Mémoire à Royallieu » — Mémorial de Royallieu, Compiègne, 2016. Photos: Richard Dugovic · Compiègne et Arc.

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Teatro & espetáculo

The trial of Christ — a figure in white under blue light, the court's giant shadow thrown across the wall in red, gold and blue
Teatro da Paixão de Cristo — Igreja São Peregrino, São José dos Campos, 2025.
2025São José dos Campos, BrazilDesigner de iluminação

Teatro da Paixão de Cristo

Assinei a iluminação da Paixão de Cristo de 2025 na paróquia São Peregrino — uma encenação em dez atos que conduz a plateia do Getsêmani ao túmulo vazio, com coro, orquestra ao vivo e solistas. Escrevi uma luz para cada cena: violeta para a Quaresma, uma única lanterna no jardim, contrastes de vermelho para a flagelação e o sangue, dourado para o “sacerdócio aperfeiçoado” e a sombra da corte de Herodes lançada sobre a parede.

É o mesmo ofício do palco em Compiègne, uma década depois — contar uma história com luz. Alguém na plateia resumiu de forma simples: “A iluminação deixou tudo espetacular.”

O espetáculo

The trial scene under a deep red wash, stage fixtures visible above the crowdChrist meeting his mother on the way to Calvary, warm red lightChrist carrying the cross through the crowd, red light against a green backdropTwo Roman soldiers backlit in red, Christ bound in white between themChrist under the cross, embraced, in warm red and gold light

No registro oficial

A iluminação e a cenotécnica foram onde primeiro aprendi a disciplina que hoje pratico em produto: moldar como as pessoas se sentem num ambiente. Uma deixa entra um tempo antes ou depois e a cena inteira muda; a luz diz à plateia para onde olhar e o que sentir sem uma única palavra. Dirigir espetáculos me ensinou ritmo, contenção e o fato de que a experiência da plateia — não a maquinaria por trás dela — é a única coisa que importa.

E tem muito mais de onde isso veio. Para falar de luz, palco ou produto, entre em contato. Vamos conversar